quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Licenciamento de marcas e franquia

Afinal, qual é a diferença entre licenciamento de marca e a franquia? Aliás, o que é cada uma destas opções? Bem, vamos direto ao ponto: licenciamento de marca é o direito de uso de uma marca, um nome. Franquia, além disso, é o licenciamento também de um sistema de trabalho, processos internos de gestão e funcionamento.


“A união faz a força” – Esopo, escritor grego.


Ambas possuem a vantagens de custos de Marketing compartilhado. A franquia (franchising) exige uma maior padronização, como investimentos em reforma das instalações, treinamento de pessoal, e pagamento de taxas e royalties. Há também a transferência de tecnologia e imposição aos franqueados de um conceito de negócio que deve ser seguido com seus padrões e normas.



No sistema de licenciamento de marca, não são necessários esses investimentos e há maior flexibilidade, liberdade de gestão e facilidade de processos. Assim, cada profissional pode adequar seu sistema de atendimento a seus clientes, mantendo, contudo, o padrão de atendimento exigido pelo licenciador.



Assim, como características similares, tanto a franquia quanto o licenciamento de marca exigem a obediência a padrões mínimos impostos, uma vez que o nome da marca está em jogo. Ambos fazem um estudo do mercado em questão, oferecem assessoria contábil e jurídica, treinamentos de pessoal. Tanto no franchising quanto no licenciamento, são concedidos o uso da marca, produtos e serviços. Mas somente aos fraqueados é transferido o conhecimento para operação e gerência.



As vantagens são incontestáveis. Enquanto um profissional tem que lutar pelos clientes em seu dia-a-dia, nos sistemas de franchising (franquia) e licenciamento de marca esse custo é convertido para um caixa comum, que faz a publicidade da marca como um todo. Conforme escrevi em meu artigo de 2005, “Uma solução para a Odontologia” (http://www.dr3.com.br/saude/artigos_04.php), “isso permitiria compartilhar custos de marketing, pois o custo de uma campanha publicitária de R$ 20.000,00 num grupo de 40 dentistas ficaria reduzido a R$ 500,00 por dentista.



Some a isso um contrato de longo prazo com uma casa de material dental com pedidos anuais de R$ 192.000,00 (40 dentistas gastando R$ 400,00 por mês durante os 12 meses do ano), qual você acha que seria o novo poder dos dentistas? Com isso, os consultórios receberiam mais pacientes, teriam menos horários, aumentariam seu poder de barganha, diminuindo o poder do cliente na negociação e melhorando sua percepção sobre a imagem dos consultórios do grupo. Formar-se-iam alianças estratégicas entre dentistas, ao invés da atual guerra de preços, que enfraquece a todos.”



Abaixo seguem as diferenças entre a franquia e o licenciamento de marca:



FRANQUIA

Relação contratual entre o franqueador e o franqueado, na qual o franqueador oferece o uso de uma marca reconhecida, concede o direito de distribuição exclusiva de produtos e serviços e mantém atenção permanente ao negócio do parceiro por meio de transferência de conhecimento de comercialização, operação e gerência

LICENCIAMENTO

Autorização concedida para produzir e/ou vender algum bem ou serviço no mercado, atuando com o nome do licenciador. Este, por sua vez, autoriza essa produção sob certas condições de qualidade do produto e serviços, que são previamente aprovados antes de ser lançado no mercado com a sua marca

FRANQUIA

Tem procedimentos padronizados, que devem ser seguidos por todos os franqueados

LICENCIAMENTO

Apresenta maior flexibilidade para ajustes, o que pode ser decisivo para o sucesso em determinadas atividades

FRANQUIA

Métodos administrativos uniformizados

LICENCIAMENTO

Autonomia administrativa

FRANQUIA

Nem sempre é possível conciliar os interesses de todos os parceiros

LICENCIAMENTO

Maior versatilidade na condução de interesses

FRANQUIA

Em geral, ações adotadas são as mesmas para toda a rede

LICENCIAMENTO

Ações diferenciadas, liberdade para negociação caso a caso

FRANQUIA

Compromisso do franqueador com o padrão e o conceito do negócio

LICENCIAMENTO

Compromisso com a exploração de um bem determinado

FRANQUIA

As taxas pagas remuneram, além da cessão de uso da marca, a transferência de tecnologia, treinamentos e assistências prestados pelo franqueador

LICENCIAMENTO

As taxas pagas se referem apenas à autorização de uso, exploração de bens licenciados e à publicidade compartilhada

FRANQUIA

Regulamentado pela Lei 8.955 (Lei do Franchising)

LICENCIAMENTO

Regulamentado pelo Código de
Propriedade Industrial (INPI)

FRANQUIA

Exemplo: SORRIDENT’S

LICENCIAMENTO

Exemplo: UNICODONTO



Concluindo, existe outro ditado que uma andorinha só não faz verão. E isso é cada vez mais real, dada a extrema competitividade atua do mercado.

* Prof Ms Rubens A Zimbres

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Licenciamento encurta o caminho para o sucesso

Nos últimos dois anos, o número de licenças disponíveis subiu de 450 para 550. Cerca de 80 agências concentram hoje a oferta de licenças no país. “Os números praticamente dobraram nos últimos 10 anos, mas o Brasil ainda é um adolescente nesse mercado, ainda pode crescer muito. Nos Estados Unidos, o faturamento foi de mais de US$ 100 bilhões”, diz Sebastião Bonfá, presidente da Abral. Segundo a entidade, cerca de 900 empresas possuem hoje algum tipo de contrato de licenciamento.
Para Marici Ferreira, organizadora da Feira Licensing Brasil Meeting, que será realizada em setembro, em São Paulo, o mercado industrial ainda desconhece as vantagens da associação com marcas famosas. “Muitas empresas não entram por desconhecimento, acham que é só uma ferramenta de marketing. Não sabem que o licenciamento pode ajudar a vender 20%, 30% mais”, afirma.
Se valer da imagem de história de heróis e desenhos conhecidos é uma estratégia comum entre empresas com foco no público infantil e costuma ser um bom negócio para quem está entrando no mercado.
Os segmentos que mais recorrem a esse tipo de associação são os de confecção, papelaria, brinquedos. Na sequência, vem o de calçados, o de higiene e beleza e o de alimentação.
O empresário Pieter Fransoo, da Victória Tomates, conta que o licenciamento dos personagens da turma Looney Tunes ajudou no lançamento de uma linha de tomatinhos lavados e embalados, prontos para o consumo. “Queríamos agregar mais valor ao nosso produto e como não tínhamos uma marca conhecida, usamos o personagem como chamariz”, diz.
Segundo Marcos Bandeira de Mello, gerente-geral da Warner Bros,

o licenciamento abre portas no varejo e encurta o caminho para o sucesso. “Construir uma marca custa uma fortuna e o uso de um personagem transforma uma commodity numa exclusividade”, explica.
As propriedades mais exploradas no mercado brasileiro são as relacionadas a entretenimento como filmes, desenhos animados e HQs. Segundo a Licensing Brasil Meeting, estas opções respondem por cerca de 70% do mercado de licenciamento.
Entre as marcas com maior número de licenciamentos, segundo as agências, estão Ben 10, Pica-Pau, Hot Wheels e Barbie. E os negócios não se resumem a parcerias com fabricantes de  produtos infantis. A boneca mais famosa do mundo, por exemplo, é a fonte de criação da próxima coleção de biquínis da Cia. Marítima, que trará estampas com a silhueta da Barbie e palavras que remetem ao universo da boneca.
Novo leque de negócios
Um novo leque de negócios, no entanto, tem se aberto por meio do uso de marca ou imagem de astros de TV, artistas plásticos, cantores, esportistas, times de futebol, escolas de samba e grandes corporações que emprestam seus nomes e prestígio para difusão de novos produtos.
“Há uma tendência forte de crescimento das licenças para adultos e das licenças esportivas, sobretudo às ligadas ao futebol e aos eventos esportivos que o Brasil vai sediar nos próximos anos”, diz Marici. 

marcas que mais cresce é a UFC (Ultimate Fighting Championship) . “Lançamos no mercado brasileiro neste ano e, além da linha de confecção, fechamos um contrato para uma linha de perfume e body spray”, diz Marcus Macedo, diretor da agência Exim, que também representa no país 32 estúdios de Hollywood.

No clube gaúcho Internacional, os royalties de licenciamento somaram R$ 4,6 milhões , representando cerca de 2% do faturamento do clube. A previsão é arrecadar R$ 6 milhões. “Queremos chegar a R$ 20 milhões  afirma Jorge Avancini, diretor executivo de Marketing do Inter.


A linha de produtos com a marca do clube conta atualmente com mais de 3 mil itens, que vão de ração e roupas para cães a arroz e massa de tomate, incluindo ainda vinho, cachaça, espumante, queijo ralado, biscoito recheado, celular e, é claro, artigos esportivos.


Mas qual é o limite do uso da marca? “Não tem limite”, responde Avancini. “Desde que o produto tenha qualidade, que o fabricante seja sério e atenda às exigências da política do clube, não tem limite para o licenciamento. Chegamos a ter até preservativo do Inter e vendemos bem”, acrescenta.

Marcas 'cool' e celebridades
Uma tendência recente é o licenciamento de marcas de peso e consideradas 'descoladas', como Coca-Cola, Ferrari e Harley Davidson, para uso em produtos totalmente diferentes daqueles fabricados originalmente pelas companhias. A Coca-Cola inaugurou em julho, em Porto Alegre, numa parceria com o grupo AMC Têxtil, sua primeira loja própria de roupas, calçados e acessórios. Os produtos da Coca-Cola Clothing já são oferecidos em mais de mil multimarcas pelo Brasil.

 A organizadora da Feira Licensing Brasil Meeting destaca, porém, que o avanço da classe C tem aberto oportunidades para uma maior penetração de personagens e marcas brasileiras. "Todos adoram a Disney, mas usar personagens nacionais pode ser uma boa estratégia para se aproximar mais desse público. Investir num personagem cujo royalty é mais barato também pode dar certo", conclui.Outro filão que passou a ser mais explorado foi o de uso de imagens de celebridades. A fabricante de cadernos Foroni diz ter duplicado suas vendas ao lançar no ano passado uma linha com o astro Justin Bieber na capa. “Fomos até aos Estados Unidos atrás dos direitos de imagem e nos surpreendemos com as vendas. Vendemos mais do que o caderno com o Luan Santana”, diz a diretora de Marketing da empresa, Marici Foroni.


O mesmo Luan Santana tem ajudado a alavancar as vendas de chicletes e balas da Riclan, fabricante dos doces Freegells, onde cerca de 30% do portifólio está associado a algum licenciamento. “Nossos produtos são baratos e de baixo valor agregado. O personagem ajuda a atrair o consumidor”, diz o executivo da empresa, Gustavo Bacchi.


O Brasil tem marcas fortes como a Turma da Mônica e outras que têm crescido muito como a Patati Patatá, Agster surf,  mas os empresários ainda preferem os personagens americanos, que são os que fazem mais sucesso e têm mais mídia"

As marcas brasileiras, no entanto, são a minoria dos contratos de licenciamento. “Não chegam nem a 5%”, estima Marici Ferreira.  "O Brasil tem marcas fortes como a Turma da Mônica, Agster surf e outras que têm crescido muito como a Patati Patatá, mas os empresários ainda preferem os personagens americanos, que são os que fazem mais sucesso e têm mais mídia", complementa.



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O QUE É LICENCIAMENTO?

O QUE É LICENCIAMENTO?

Licenciamento é o processo legal pelo qual o dono de uma marca, imagem ou qualquer outra propriedade intelectual autoriza ou cede o direito de seu uso em um produto ou serviço. Por exemplo, se você é fabricante de confecção e quer estampar algum personagem em sua coleção, porque sabe que isso irá atrair mais seu público-alvo precisa fazer um contrato de licenciamento com o dono do personagem referido.
Sistema end-to-end, ou seja, a empresa realiza o licenciamento de marcas de moda, desenvolve produtos, encarrega-se da fabricação de forma terceirizada, cuida da logística interna e internacional, desenvolve estratégias de marketing e possui uma rede de distribuição e venda com grande capilaridade no Brasil inteiro.
Ao todo são mais de 5.700 pontos de venda ativos, incluindo as principais redes de varejo dos segmentos surfwear,
skatewear, streetwear, sportswear, urbanwear, fashion e mass (grandes magazines e lojas de departamento) nas mais diversas regiões do país.

Esse contrato normalmente é negociado por um determinado período (prazo) de tempo, em uma área geográfica (território) específica e em troca de um pagamento específico (royalty).

O licenciamento pode ser entendido também, como uma poderosa ferramenta de marketing que auxilia o processo de construção de marcas e fortalecimento do posicionamento das mesmas no mercado.

VANTAGENS

As vantagens mais facilmente percebidas nesse processo para a empresa que licencia marcas/personagens são:

– Aumento das vendas;
– Abertura de novos canais de vendas;
– Associação a fortes conceitos e atributos ligados à licença;
– Instantâneo reconhecimento e valorização do público;
– Obtenção de um diferencial competitivo no mercado em relação á concorrência.

FATORES- CHAVE DE SUCESSO

O sucesso de qualquer programa de licenciamento é determinado pelos esforços de cada uma das empresas envolvidas (Licenciador, agente e licenciado) em realizar seus respectivos papéis e identificar as necessidades e objetivos de cada um.

PROCESSOS

a. Escolha da marca x produto
b. Projeção de vendas
c. Negociação
d. Contrato
e. Guia de estilo
f. Desenvolvimento de produto
g. Aprovação de produto
h. Lançamento de produto

PAPEL DO LICENCIADOR

– Definir o posicionamento da marca no mercado
– Definir os objetivos e estratégias do programa de licenciamento
– Aprovar o plano anual da marca
– Aprovar os produtos licenciados, embalagens, materiais de suporte de vendas e marketing
– Desenvolver guias de estilo
– Promover o registro das marcas junto aos órgãos competentes
– Executar os contratos de licenciamento
– Oferecer suporte à marca através de ações de marketing

PAPEL DA AGÊNCIA DE LICENCIAMENTO


– Fechar acordos com os parceiros mais qualificados para a marca
– Negociar termos contratuais das licenças
– Administrar os royalties
– Acompanhar performance de vendas da marca
– Monitorar infrações com as marcas que representa no mercado
– Coordenar lançamento de produtos dos licenciados no mercado e ações de marketing, juntamente com as redes de varejo
– Coordenar oportunidades de ações cruzadas/ maximizar e criar sinergia entre os licenciados

conhecer mais detalhes.

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Licenciamento de marcas de moda

O sistema end-to-end, ou seja, a empresa realiza o licenciamento de marcas de moda, desenvolve produtos, encarrega-se da fabricação de forma terceirizada, cuida da logística interna e internacional, desenvolve estratégias de marketing e possui uma rede de distribuição e venda com grande capilaridade no Brasil inteiro.

Pontos de venda ativos, incluindo as principais redes de varejo dos segmentos surfwear, skatewear, streetwear, sportswear, urbanwear, fashion e mass (grandes magazines e lojas de departamento) nas mais diversas regiões do país.

Marcas e os interessados para licenciamento podem enviar um e-mail para yespublic@hotmail.com e conhecer mais detalhes.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Terceirização na linha Jeans, Private Label

Empresa especializada em terceirização, nas linhas índigos, somente parte de baixo 

(calças, shorts, bermudas, saias etc.) no mercado a 20 anos.


A equipe acompanha as tendências da moda nacional e internacional, atualizando seus 
conhecimentos e reciclando sua capacidade criativa.

Estamos permanentemente em contato com os centros de pesquisa e informação, além de participar de desfiles, palestras congressos onde são discutidas as mais modernas tecnologias.





Uma grande gama de fornecedores de tecidos e aviamentos de primeira qualidade e 

nosso maquinário automatizado de ultima geração, permitem não apenas 


confeccionarmos o produto idealizado pelo cliente, como também desenvolvê-lo 

conforme as indicações especificadas.




Com essa estrutura, capacidade para desenvolver e confeccionar produtos, conforme 



as solicitações fornecidas pelos clientes, oferecendo ótima qualidade e preços 
competitivos.



Personalize a sua private label ( personalize seu jeans )


Personalização

Personalizamos seus produtos usando a mais alta tecnologia em bordados, laser, estamparia e etiquetas em geral. Todos os processos são realizados em nosso parque fabril.

Costura

Nosso maquinário eletrônico de ponta é operado por mão-de-obra especializada, o que garante qualidade às nossas costuras. 

Lavagem e tinturaria

Oferecemos diversos tipos de lavagens, entre elas as tinturadas, amaciadas, estonadas, desbotadas, marmorizadas, puídas e spray.

Acabamento

Dispomos de uma gama extensa de recursos para a personalização de seus produtos: botões, placas, rebites, etiquetas, tags, etc.

Passadoria e embalagem

As passadoras garantem apresentação impecável que valoriza o produto. Antes de embalar, personalizamos de acordo com a necessidade do cliente. O processo inclui aplicação de etiquetas, códigos de barra e tags.

Expedição e encaixotamento



Respeitando rigorosamente os prazos estabelecidos pelo cliente, entregamos seu produto diretamente nas lojas ou no depósito central. 



SOBRE NÓS

Excelência em Serviço.

Localizado no Brás há mais de 20 anos,tem a tradição na fabricação e no desenvolvimentos que são testados e pré aprovados antes de entrarem em produção, garantido um produto da mais alta qualidade. 
Esta conquista só foi possível graças ao profissionalismo de todos os membros da nossa equipe, ao programa de treinamento contínuo que criamos e ao atendimento personalizados que oferecemos. 

Contatar Terry Terrell
(11) 3221-5288

yespublic@hotmail.com
ou
terryterrell@hotmail.com

Como alavancar as vendas e conseguir maior apelo junto ao público

Cada dia mais empresas estão dispostas a usar uma marca ou personagem conhecido 

para alavancar as vendas e conseguir maior apelo junto ao público. De acordo com 

dados da Associação Brasileira de Licenciamento. 

O licenciamento de marcas é uma oportunidade tanto para as empresas detentoras das 

marcas, que ganham royalties com sua licença, como para empresas que desenvolvem 

produtos ou serviços e podem agregar valor aos mesmos por meio da aplicação de uma 

marca, imagem ou personagem.

 A licença de uso de uma marca ou personagem só é concedida a uma empresa caso 

ainda não haja ninguém fazendo algo idêntico ao que ela se propõe a produzir. Isso 

ajuda a garantir as vendas sem baixar a lucratividade, Diz  Marcos Bandeira de 

Mello, gerente geral da divisão Consumer Products da Warner, dona dos direitos do 

São Paulo Futebol Clube e de personagens como Harry Potter, Batman e Speedy Racer.

 “Mas sempre procuramos ajudar o parceiro a encontrar alternativas, combinando 

diferentes personagens e produtos.” 

No entanto, engana-se quem acredita que ao firmar um contrato terá o direito de uso 

de uma marca ou personagem para sempre. 

Os contratos de licenciamento variam entre um e três anos. Cabe à empresa 

licenciada fazer uma estimativa de produção ao longo desse período. A partir do 

volume estimado serão calculados os royalties, cujo percentual varia de 6% a 14% 

sobre o valor total das vendas. 

A prestação de conta pode ser mensal ou trimestral. Mas normalmente paga-se um 

adiantamento em torno de 20% sobre o valor total dos royalties previstos. 

“É uma forma de estimular a licenciada a fabricar realmente o produto e não 

simplesmente guardar na gaveta uma marca cujos direitos ela comprou”, diz Marcelo 

Nogueira, dono da agência Extreme Global Licensing, que tem em seu portfólio 

personagens como Bad Boy, Riquinho, Luluzinha, Pucca, além da marca Ana Hickmann. 

Uma vez assinado o contrato, o licenciado recebe o guia de estilos, um manual que 

traz os padrões de cores, posições e ângulos nos quais o personagem pode aparecer. 
A partir desse guia ele deverá criar um protótipo. 
Só quando o protótipo for 

aprovado é que ele poderá iniciar a produção. Produzir sob licença exige um alto 

controle de qualidade e respeito às características originais das marcas e 

personagens. 

Mas esse rigor aumenta ainda mais quando o licenciamento envolve uma celebridade. 

Isso porque as personalidades, em geral, gostam de checar cada detalhe dos 

protótipos das peças que levarão o seu nome. 


Os tipos de propriedades licenciados mais comuns são: arte, personagens (cinema, 

TV, videogame, desenhos animados), colegial, moda, música, esportes (times, 

atletas) e sem fins lucrativos (museus, universidades, dentre outros). Segundo a 

Associação Brasileira de Licenciamento – ABRAL, os segmentos que mais utilizam o 

licenciamento no Brasil são confecção, papelaria e brinquedos, seguidos por 

calçados, higiene e beleza e alimentação.

As propriedades mais exploradas no mercado brasileiro são as relacionadas a 

entretenimento, como filmes, desenhos animados e HQs, 
destinado primordialmente ao 

público infantil.  Segundo a Licensing Brasil Meeting, estas opções respondem por 

cerca de 70% do mercado de licenciamento. Para ilustrar a dimensão deste mercado, 

pode-se citar o caso da Disney, que é um dos maiores licenciadores de personagens 

do mundo e, hoje, fatura mais com o licenciamento de produtos estampados com suas 

marcas e personagens, do que com a bilheteria de suas animações.

MPE

A maioria das micro e pequenas empresas se enquadram como licenciados, ou seja, são 

fabricantes ou prestadores de serviços que podem agregar valor ao seu produto ou 

serviços por meio da associação, por exemplo, com um personagem famoso de desenho 

animado ou a criação de algum artista aplicada a seus produtos. As possibilidades 

são inúmeras.

No entanto, o processo de licenciamento tem condições e termos que devem ser 

respeitados por ambas as partes. O licenciado deve pagar uma remuneração financeira 

ao licenciador, que pode ser um percentual sobre as vendas do produto (royalties). 

Em alguns contratos, é estabelecido ainda uma garantia ou valor mínimo a ser pago, 

independente da receita de vendas.

A empresa que pretenda licenciar uma propriedade deve fazer uma análise financeira 

sobre a sua viabilidade, ou seja, considerar os seguintes aspectos:

–    Volume de vendas previsto com a aplicação da propriedade em seu produto ou 

serviço;
–    Custos envolvidos com a produção (as exigências do licenciador para aplicação 

da propriedade e modificações necessárias no produto ou serviço, por exemplo);
–    Distribuição (será necessário acionar novos canais de distribuição?);
–    Remuneração do licenciador ou agente.



Exemplo de Uma empresa que queira ser licenciada deve anteder a alguns pré-

requisitos:

–    Produtos devem ser para todos os públicos;
–    Ter uma boa relação qualidade x preço justo;
–    Ter mix e sortimento de produtos;
–    Capacidade e flexibilidade produtiva;
–    Timing de suprimento e distribuição.

As principais condições do licenciamento são as seguintes:

–    Não poderá haver associação de marca, ou seja, a empresa licenciada não pode 

colocar sua marca, apena seu nome na etiqueta;
–    Não haverá exclusividade para o uso das propriedades licenciadas;
–    Será cobrado royalties sobre as vendas líquidas mensalmente;
–    Deverá ser pago um valor mínimo garantido em parcelas.

Pontos de venda

Além de produtos, serão licenciados quiosques oficiais que deverão estar 

preferencialmente em shopping centers. Para estes casos, deverá obedecer ao modelo 

desenvolvido pela Globo Marcas; e ter experiência no varejo, equipe capacitada e 

relacionamento com shoppings locais. A remuneração estabelecida é comissão sobre as 

vendas líquidas e mínimo garantido.

Aqui também vale a recomendação anterior de que, como se trata de um investimento a 

ser feito pela empresa que venha a ser licenciada, deve-se fazer um pequeno plano 

de negócio para mensuração da relação custo-benefício.

O Sebrae estabeleceu uma parceria para divulgação da oportunidade com a Globo 

Marcas e os interessados podem enviar um e-mail para sebrae2014@sebrae.com.br e 

conhecer mais detalhes.


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Tudo sobre Licenciamento de marca

Segundo dados da Associação Brasileira de Licenciamento – ABRAL, o Brasil tem hoje cerca de 1.500 empresas licenciadas e 700 licenças disponíveis distribuídas entre 60 agências licenciadoras. Estima-se para o ano  aumento de 5%  – aproximadamente R$ 4,9 bilhões –, com royalties de 6 a 14%.
O Licenciamento:
O licenciamento é um contrato por meio do qual um licenciado arrenda os direitos de parte de uma propriedade intelectual protegida (nome, imagem, logotipo, personagem, ou composição de mais de um destes elementos) de um licenciador, que é o dono ou detentor da propriedade, para usarem em um produto ou serviço.
Os tipos de propriedades licenciados mais comuns são: arte, 
personagens (cinema, TV, videogame, desenhos animados), colegial, moda, música, esportes (times, atletas) e sem fins lucrativos (museus, universidades, dentre outros). Segundo a Associação Brasileira de Licenciamento – ABRAL, os segmentos que mais utilizam o licenciamento no Brasil são confecção, papelaria e brinquedos, seguidos por calçados, higiene e beleza e alimentação.
As propriedades mais exploradas no mercado brasileiro são as relacionadas a entretenimento, como filmes, desenhos animados e HQs, destinado primordialmente ao público infantil.  
Segundo a Licensing Brasil Meeting, estas opções respondem por cerca de 70% do mercado de licenciamento. Para ilustrar a dimensão deste mercado, pode-se citar o caso da Disney, que é um dos maiores licenciadores de personagens do mundo e, hoje, fatura mais com o licenciamento de produtos estampados com suas marcas e personagens, do que com a bilheteria de suas animações.
MPE 
A maioria das micro e pequenas empresas se enquadram como licenciados, ou seja, são fabricantes ou prestadores de serviços que podem agregar valor ao seu produto ou serviços por meio da associação, por exemplo, com um personagem famoso de desenho animado ou a criação de algum artista aplicada a seus produtos.

As possibilidades são inúmeras.

No entanto, o processo de licenciamento tem condições e termos que devem ser respeitados por ambas as partes. O licenciado deve pagar uma remuneração financeira ao licenciador, que pode ser um percentual sobre as vendas do produto (royalties). 
Em alguns contratos, é estabelecido ainda uma garantia ou valor mínimo a ser pago, independente da receita de vendas.
A empresa que pretenda licenciar uma propriedade deve fazer uma análise financeira sobre a sua viabilidade, ou seja, considerar os seguintes aspectos:
–    Volume de vendas previsto com a aplicação da propriedade em seu produto ou serviço;
–    Custos envolvidos com a produção (as exigências do licenciador para aplicação da propriedade e modificações necessárias no produto ou serviço, por exemplo);
–    Distribuição (será necessário acionar novos canais de distribuição?);
–    Remuneração do licenciador ou agente.
Exemplo para Licenciamento na Copa do Mundo FIFA 
A Globo Marcas é, segundo Flávio Secchin, a master licenciada da FIFA no Brasil para as seguintes propriedade e marcas: logo oficial, troféu oficial, “look” oficial.  Copa que pode ser aplicada em uma infinidade de produtos. Além de licenciar os produtos oficiais, também está encarregada dos canais oficiais de distribuição.
As categorias de produtos que podem ser licenciados pela FIFA/Globo Marcas são: vestuário, calçados, souvenires, bolas, papelaria, itens de torcedor, itens para casa, malas/bolsas, brinquedos e chapéus/bonés.
Uma empresa que queira, por exemplo, produzir uma camisa pode combinar as cores de determinado país, atrativos turísticos de determinada cidade-sede, ícones regionais e o “look” oficial. Vale ressaltar que as camisas oficiais das seleções só poderão ser produzidas pelas respectivas marcas.
No caso das pequenas empresas, para que minimizem a concorrência com as grandes, podem propor produtos com iconografia regional, criativos e voltados a nichos específicos de mercado. Pode ainda usar a ecologia como diferencial, incluir o artesanato local.
Uma empresa que queira ser licenciada deve anteder a alguns pré-requisitos:
–    Produtos devem ser para todos os públicos;
–    Ter uma boa relação qualidade x preço justo;
–    Ter mix e sortimento de produtos;
–    Capacidade e flexibilidade produtiva;
–    Timing de suprimento e distribuição.
As principais condições do licenciamento são as seguintes:
–    Não poderá haver associação de marca, ou seja, a empresa licenciada não pode colocar sua marca, apena seu nome na etiqueta;
–    Não haverá exclusividade para o uso das propriedades licenciadas;
–    Será cobrado royalties sobre as vendas líquidas mensalmente;
–    Deverá ser pago um valor mínimo garantido em parcelas.
Pontos de venda
Além de produtos, serão licenciados quiosques oficiais que deverão estar preferencialmente em shopping centers. 
Para estes casos, deverá obedecer ao modelo desenvolvido pela Globo Marcas; e ter experiência no varejo, equipe capacitada e relacionamento com shoppings locais. A remuneração estabelecida é comissão sobre as vendas líquidas e mínimo garantido.
Aqui também vale a recomendação anterior de que, como se trata de um investimento a ser feito pela empresa que venha a ser licenciada, deve-se fazer um pequeno plano de negócio para mensuração da relação custo-benefício.
Oportunidade tanto para as empresas detentoras das marcas, que ganham royalties com sua licença, como para empresas que desenvolvem produtos ou serviços e podem agregar valor aos mesmos por meio da aplicação de uma marca
Parceria para divulgação da oportunidade e os interessados para conhecer mais detalhes
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